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“All that glisters is not gold”

Nem tudo que reluz é ouro

O Mercador de Veneza | ATO II Cena VII


Conhecido modernamente por suas tragédias, Shakespeare foi um grande comediógrafo da Inglaterra Elisabetana. E assim, classifica-se O Mercador de Veneza. A frase que abre a minha síntese sobre a obra do Bardo de Stratford-upon-Avon é do personagem Príncipe de Marrocos, pretendente de Lady Pórcia. A referência ilustra as confusões do enredo colocando o público da Era Elizabetana, assim como o leitor/espectador de hoje, numa expectativa de uma comédia com final feliz. Embora textos cômicos para o teatro sejam arquitetados por “rebuliços” que permeiam a trama(troca de identidades, por exemplo), Shakespeare por vezes introduz uma personagem imbuída de maldade, característica da tragédia, dilatando o eixo cômico das confusões. Há pelos menos duas artimanhas típicas de uma comédia renascentista: mulheres que se vestem de homens (lembrando que, na época, era proibido às mulheres atuarem no palco, o que emprestava a esse tipo de situação cênica ainda mais um viés de interpretação: o público sabia que tinha a sua frente um rapaz fazendo papel de mulher fazendo papel de rapaz) como artifícios dramatúrgicos instaurando o tom hilário da cena.

- Ah… Não sabia que a frase a qual você deve ter repetido inúmeras vezes era de Shakespeare? Pois então…

Referência literária na tradução de Beatriz Viégas-Faria | William Shakespeare-

Obras Escolhidas, L&PM/Série Ouro

 
 
 

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